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terça-feira, 9 de maio de 2017

Sou Nada

Quando olho para todas as direções da rosa dos ventos, não vejo nada;  Sou nada;  Além de minhas dúvidas e transparência de minha alma; 
Quero ser invisível aos seus olhos;  E duvidar de tudo sempre;  Quero que duvidem de mim; 
Para que minhas dúvidas, não se transformem em dívidas;  Quero deixar um legado duvidoso;  Quero que se esforcem a entender-me; 
Pois, quando souberem o que quis dizer;  Serei sim, apenas nada e meu legado morrerá;  Sou nada, além da interrogação e questionamentos; 
Quero ser redundante; 
Vou duvidar de todas as nações, costumes, poderes e pessoas pensantes, que existam, pelas infinitas galáxias;  Vou dividir meu conhecimento, para que se torne, ainda mais duvidoso;  Vou aplaudir com sabedoria, a quietude, de não quebrar o sigilo do silêncio; 
Sou nada, nasci do nada e pro nada vou partir;  Também duvido disso;  Se o nada mesmo existe; 
Não há nada à se duvidar;  E se não há mais nada à duvidar;  É porque já me tornei tudo; 
E o tudo nada é;  Me restando apenas a dúbia dúvida, se sou nada, ou, já me tornei tudo;  Deixarei tudo, me levar ao nada que sei; 
Só assim, viverei em plena paz;  Questionando, o nada de tudo...  ... E tudo de nada, ou, se são a mesma coisa.